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Bolsa-Auxílio ao Desempregado beneficia mais 450 pessoas

A Secretaria do Trabalho promoveu nesta quinta-feira (19), no Adamastor Centro, a adesão de mais 450 pessoas ao Bolsa-Auxílio ao Desempregado. Os selecionados receberão um auxílio de R$ 200 mensais, além de cartão-alimentação no valor de R$ 70, vale-transporte e lanche diário. Criado em 2001, o programa já atendeu 11.191 bolsistas.

Para participar, os beneficiados se comprometem a seguir uma rotina de trabalhos comunitários durante um ano (que poderá ser prorrogado por mais três meses). Duas vezes por semana essas pessoas passarão em salas de aula, enquanto nos demais três dias da semana realizarão inúmeras atividades voltadas à comunidade, como manutenção de praças públicas e de parques ou a pintura de faixa de pedestres, entre outras. A carga horária é de quatro horas, das 8 às 12 horas ou das 13 às 17 horas.

Os bolsistas também passam pela integração, quando assistem a palestras de educadores, e por um período de formação com duração de três meses, em que recebem orientações sobre o mundo do trabalho, noções de cidadania e oficinas de geração de renda.

A secretária do Trabalho, Maria Helena Gonçalves, ressaltou que o programa dá prioridade às mulheres que são arrimo de família. Por esse motivo, mais de 90% das pessoas atendidas são do sexo feminino – a maioria na faixa etária entre 31 e 40 anos e com baixa renda familiar.

“A escolaridade costuma ser um empecilho para muita gente na hora de arrumar um emprego. Por isso, oferecemos essa oportunidade para que, além de receber um auxílio para completar a renda familiar, quem não conseguiu concluir o ensino fundamental possa ter a chance de elevar sua escolaridade e, assim, superar problemas que não foram resolvidos no passado”, declarou Maria Helena.

Sustento da família

Gilson Caxias de Jesus, 59 anos, está desempregado há dois anos. Morador na Vila Any, no Pimentas, ele foi um dos escolhidos para participar do programa e diz que o sustento da família composta por mais dois filhos e a mulher vem por meio do Bolsa Família, do Governo Federal, e do Renda Cidadã, do Governo do Estado de São Paulo. “Minha mulher também faz uns bordados para vender e eu ajudo. Não tenho vergonha de dizer isso. É o nosso jeito de sobreviver”, garantiu.

Adriana dos Santos Bernejo, 37 anos, declarou que é a segunda vez que participa do programa. Como ficou desempregada novamente, espera poder arrumar um novo emprego e, dessa forma, ajudar os pais que já estão aposentados. “Ultimamente estava entregando jornais nos faróis. Quero ver se eu consigo algo melhor”, revelou.

Segundo a coordenadora pedagógica da Secretaria do Trabalho, Isabel Bonome, o programa serve não apenas para ajudar as pessoas a arrumar um emprego formal, mas também para orientá-las a montar o seu próprio negócio ou na formação de cooperativas. “A economia solidária é uma alternativa à geração de trabalho e renda e um jeito diferente de desenvolver habilidades que muita gente possui, mas às vezes desconhece”, ponderou.

Serviço: O Bolsa-Auxílio ao Desempregado é um programa permanente da Secretaria do Trabalho e atende anualmente uma média de 1.200 bolsistas. Mais informações pelos telefones 2475-9716 e 2475-9718.
 

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